1
Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião.
2
Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.
3
Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião.
4
Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha?
5
Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza.
6
Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.
7
Lembra-te, Senhor, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, que diziam: Descobri-a, descobri-a até aos seus alicerces.
8
Ah! Filha de Babilônia, que vais ser assolada; feliz aquele que te retribuir o pago que tu nos pagaste a nós.
9
Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras.
📖 Estudo: Salmos 137
Resumo:
Um dos salmos mais tristes, escrito durante ou logo após o exílio. Os israelitas, cativos, recusam-se a cantar os cânticos de Sião para divertir seus opressores. Expressa a dor da saudade de Jerusalém e o desejo de justiça contra os destruidores da cidade.
Lições:
1. Fidelidade na Dor: Mesmo no exílio, o povo mantém Jerusalém como sua principal alegria.
2. Resistência Espiritual: Pendurar as harpas nos salgueiros mostra que o louvor não pode ser transformado em entretenimento para o inimigo.
3. Honestidade do Lamento: A Bíblia registra a dor crua e o desejo de retribuição de um povo devastado.