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Por que Deus permitiu a escravidão no Antigo Testamento?

As leis do Antigo Testamento regulamentavam e limitavam severamente uma prática já existente na cultura da época, protegendo os escravos com direitos incomuns para o mundo antigo, mas isso não constitui uma aprovação moral da escravidão como instituição.

📖 Referência: Êxodo 21:1-11

Explicação Detalhada

É importante entender que a "servidão" descrita em Êxodo 21 e Levítico 25 era, na maioria dos casos, mais parecida com trabalho contratado por dívida, com prazo de libertação obrigatório no sétimo ano (Êxodo 21:2) e no Ano do Jubileu. A lei mosaica impunha limites severos: proibia sequestro para escravizar (Êxodo 21:16, punido com morte), exigia libertação em caso de maus-tratos (Êxodo 21:26-27) e concedia direitos incomuns para a época. Deus trabalhando "dentro" de uma estrutura social imperfeita para limitá-la e humanizá-la reflete o padrão de revelação progressiva na Bíblia — o mesmo princípio de igualdade e dignidade humana (Gálatas 3:28) que, séculos depois, moveu cristãos abolicionistas a lutar contra a escravidão transatlântica.

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